Home Data de criação : 07/10/07 Última atualização : 09/04/12 17:17 / 41 Artigos publicados
 

APRENDENDO COM OS EXILADOS DE CAPELA  escrito em domingo 12 abril 2009 17:17

 

                                      A Terra é um mundo de uma diversidade racial extraordinária, uma verdadeira Babel de tradições, línguas, costumes e religiões, registradas desde os primórdios da história humana, ao menos, aquela que nós conhecemos.

                                      Como explicar o avançado estágio tecnológico de povos desaparecidos na noite dos tempos, cujos vestígios ainda hoje, impressionam ao homem moderno? De onde eles adquiriram tais conhecimentos, tais como na astronomia, arquitetura, engenharia, matemática, medicina, química, navegação, e outros ramos do conhecimento? De onde se originaram a multiplicidade de raças que já habitaram, e habitam nosso mundo?

                                      A beleza monumental das marcas deixadas pelas civilizações do passado, ainda nos extasia, levando-nos à meditação sobre o que levou ao desaparecimento de sociedades altamente sofisticadas, tal como a do antigo Egito.

                                      Hoje, no século XXI, nenhum engenheiro, mesmo que tivesse à sua disposição os recursos técnicos atuais, poderia imitar a construção da Pirâmide de Quéops! Com cerca de 150m de altura e 31.200.000 ton. de peso, 2.600.000 blocos gigantescos foram recortados das pedreiras, lapidados, transportados e, no local da construção, unidos exatamente até à exatidão do milímetro.

                                      Se enfileirássemos os blocos de granito das três pirâmides – Quéops, Kefren e Miquerinos -, elas dariam a volta ao mundo. Perguntamo-nos: De onde vieram os conhecimentos necessários à construção dessas três pirâmides?

                                      Apenas para informar, não nos esqueçamos das civilizações Azteca e Maia, que nos legaram, também, pirâmides monumentais, situadas no México, e igualmente, colossais, com uma série de informações astronômicas envolvendo suas posições geográficas, e respectivas medidas de construção.

                                      Muitas sociedades antigas, que deixaram seus sinais em todo o mundo, em nosso continente americano, na Europa, na Ásia, no Oriente Médio, atingiram níveis civilizatórios invejáveis, e desapareceram, sem que atinemos com as causas das suas extinções.

                                      O espírito Emmanuel, através da psicografia do inesquecível Francisco Cândido Xavier, nos idos de 1938, século XX, escreveu a obra A CAMINHO DA LUZ, subtítulo História da Civilização à Luz do Espiritismo.

                                      Nesse livro, de forma sintética, mas, profunda, Emmanuel propõe a teoria dos Exilados de Capela, que há milhões de anos atrás, teriam sido transmigrados de um planeta, que orbita uma das estrelas da constelação de Capela, ou Cocheiro, para a Terra.

                                      Segundo Emmanuel, os transmigrados seriam milhões de espíritos rebeldes, que dificultavam a evolução daquele mundo, daquela humanidade, e como medida de “saneamento”, as altas comunidades espirituais, decidiram pela mudança daquelas criaturas persistentes no mal, para um mundo adequado ao seu estágio evolutivo.

                                      No capítulo III, item Um mundo em transições, do citado livro, Emmanuel diz: “ ... Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade (grifo nosso) ... As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionado, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores (grifos nosso)”.

                                      Será possível a reencarnação de um espírito, ou milhões deles, de um mundo superior para outro inferior (transmigração interplanetária),como proposto na teoria dos Capelinos apresentada por Emmanuel?

                                      Recorremos ao mestre Allan Kardec, e aos seus Benfeitores Espirituais, que no Livro dos Espíritos, esclarecem: “ Pergunta nº 178-a – Isso não pode também ocorrer por expiação, e Deus não pode enviar espíritos rebeldes para mundos inferiores? – Os espíritos podem permanecer estacionários, mas não retrogradam, sua punição, neste caso, consiste em não avançarem, em recomeçarem, no meio conveniente à sua natureza, as existências mal empregadas (grifos nosso)”.

                                      A resposta dos Espíritos ao codificador Allan Kardec afirma a possibilidade de um espírito, ou milhões de espíritos, reencarnarem num planeta inferior – a título de expiação -, para continuarem sua evolução num mundo adequado ao seus estágios evolutivos.

                                      Na obra “Os Exilados de Capela”,  Edgar Armond trata do mesmo tema, embasado no livro citado de Emmanuel, e na “Gênese”, de Allan Kardec, abordando a realidade da transmigração interplanetária informando-nos no seu Título IX: “ A esse tempo, os Prepostos do Senhor haviam conseguido selecionar, em várias partes do globo, e no seio dos vários povos que o habitavam, núcleos distintos e apurados de homens primitivos em cujos corpos, já biologicamente aperfeiçoados, devia iniciar-se a reencarnação dos capelinos (grifos nosso).

                                      Com o refinamento genético desenvolvido pelos “geneticistas da espiritualidade” junto aos primitivos habitantes da Terra, seria dado início à reencarnação dos capelinos, que haviam chegado daquele paraíso distante, e se encontravam no plano espiritual da Terra, em processo de adaptação energética às condições de nosso planeta.    

                                      Eis como Emmanuel descreve a contribuição da genética dos capelinos na melhoria dos caracteres raciais dos homens primitivos: “ Com o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas. ... Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleceram-se fatores definitivos na história etnológica dos seres. ...Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios (grifo nosso) “.

                                      Pensando na distância, que separa a Terra da constelação de Capela ou Cocheiro, que é de 45 anos-luz, e que 1 ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros, avalio a complexidade da transmigração planetária de milhões de espíritos, sem contar a delicada questão do tempo.

                                      Pergunto: No tempo terrestre, quando terá sido, realmente, a chegada dos capelinos ao plano espiritual da Terra? Feitas as devidas correções relativas ao TEMPO E ESPAÇO , e baseando-nos nas informações de Emmanuel, estimo que os transmigrados devem ter vindo para o nosso planeta há mais de 10 milhões de anos atrás.

                                      O irretocável autor espiritual de A CAMINHO DA LUZ elucida-nos, que desses espíritos exilados, originaram-se quatro grandes povos, informando o seguinte: “Aqueles seres decaídos e degradados, à maneira de sua vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na Constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia (grifos nosso)“.

                                      Possuidores do conhecimento de que civilizações como a egípcia, e a hindu, tem sua origem nas estrelas, podemos compreender a complexidade do seus legados, em muitas áreas do conhecimento, pois, muito embora o esquecimento de sua origem, permaneceu-lhes a inteligência.

                                      Explicamos o citado acima, recorrendo a Allan Kardec, na pergunta nº 180 e resposta, do Livro dos Espíritos, eis que: “Passando deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui? Sem dúvida; a inteligência não se perde, mas pode acontecer que o Espírito não disponha dos mesmos meios para manifestá-la. Isso vai depender da sua superioridade e das condições do corpo que vai tomar (grifo nosso)”.

                                      Reencarnados na Terra, em corpos mais primitivos do que aqueles utilizados no seu mundo, seus conhecimentos estavam obliterados, em grande parte, pelas deficiências do veículo físico mais rudimentar. Aliás, se os capelinos mantivessem perfeita memória da tecnologia disponível no seu planeta de origem, provavelmente, pelo seu atraso moral, incidiriam nos mesmos erros que os levaram ao degredo.

                                      Emmanuel esclarece-nos, ainda mais, que muitos dos espíritos transmigrados de Capela voltaram para a sua pátria natal, porém, uma grande parcela ainda se localiza na Terra, por não terem conseguido compensar os débitos do passado.

                                      A realidade da transmigração planetária é cada vez mais confirmada, não só pela palavra dos Benfeitores Espirituais, mas, pelo depoimento direto dos próprios exilados.

                                      Através da TVP – Terapia de Vida Passada, um paciente da Dra. Maria Teodora Ribeiro Guimarães, psiquiatra e espírita, da cidade Campinas, SP, em regressão de memória, relata no livro OS FILHOS DAS ESTRELAS, compilado pela referida médica, sua vida no mundo iluminado de Capela, sua persistência no mal, seus sofrimentos no astral e posterior exílio na Terra. O relato é comovente, e esclarecedor!

                                      O que podemos aprender com os Exilados de Capela:

·        Que a evolução é feita pelo Universo afora, em incontáveis mundos, desta galáxia, e de todas as outras;

·        Que estudar cuidadosamente o passado, é corrigir os equívocos  do presente, garantindo um futuro melhor;

·        Que nada pode se opor ao progresso de uma humanidade, mesmo que sejam milhões de espíritos rebeldes, tal como em Capela;

·        Que podemos ser, nós mesmos, os remanescentes rebeldes dos exilados de Capela, persistindo em comportamentos equivocados;

·        Que poderemos nos tornar os futuros EXILADOS DA TERRA, caso não aproveitemos a atual encarnação, para alavancarmos nosso progresso e do nosso próximo.

                                      Meditando sobre a questão dos Exilados de Capela pergunto: estamos candidatando-nos  , no futuro, à  permanência na Terra ou ao exílio em algum mundo distante ? Quem puder, responda! 

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BEZERRA DE MENEZES - médico, político e espírita  escrito em domingo 08 março 2009 22:45

 

 

 

                                      Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto de 1831, em Riacho de Sangue, no Ceará. Filho de Antonio Bezerra de Menezes e Fabiana de Jesus Maria Bezerra foi criado junto com seus três irmãos, dentro dos preceitos da Igreja Católica.

                                      Desde criança, Bezerra de Menezes demonstrava possuir uma inteligência brilhante, e em virtude dos seus dotes intelectuais, substitui, já aos 11 anos de idade, seu professor de latim na escola onde estudava.

                                      Decidido a dedicar-se à medicina, Bezerra muda-se para o Rio de Janeiro, em 1851, aos 19 anos, em pleno reinado do Imperador D. Pedro II, e custeia seus estudos dando aulas particulares.

                                      No filme Bezerra de Menezes, O diário de um Espírito evidencia=se uma cena na qual Bezerra em seu quarto de pensão, preocupado com os recursos financeiros para pagar o quarto onde estava, e outras despesas, recebe a visita de um “estudante”, que lhe propõe, que ele lhe ministrasse aulas particulares de matemática.

                                      Bezerra de Menezes aceita a tarefa, solicitando ao visitante o tempo de uma semana, pois precisava preparar-se para ensinar-lhe aquela matéria. O “aluno” insiste em pagar adiantado, e vai embora, nunca mais retornando. O acontecimento demonstra o amparo do Plano espiritual ao futuro apóstolo do espiritismo, para que ele prosseguisse sua missão, apesar das dificuldades.

                                      Em 1852, torna-se auxiliar do cirurgião Manoel Pereira de Carvalho, no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, e 4 anos mais tarde, defende sua tese de doutorado na presença do Imperador D. Pedro II, entre outros, com o tema Diagnóstico do Cancro, sendo laureado com a nota máxima.

                                      Casa-se com Maria Cândida de Lacerda, em 1858, com quem teve dois filhos, entrando neste mesmo ano para o Corpo de Saúde do Exército, assumindo o posto de segundo cirurgião-tenente.

                                      Movido pela vocação de servir ao próximo, Bezerra de Menezes candidata-se, no ano de 1860, ao cargo de vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no que é eleito em 1861, pelo Partido Liberal.

                                      Dotado de elevado gabarito ético-moral, Bezerra de Menezes renuncia ao soldo militar(salário), quando eleito para sua legislatura como vereador, demonstrando sua vocação natural para o bem.

                                      A morte da esposa Maria Cândida, no ano de 1863, provoca-lhe imenso abalo emocional, levando-o a um estado de prostração constante, um desânimo que lhe corroia a alma.

                                      Mesmo sob o impacto da morte da mulher, é reeleito vereador, em 1864, sendo nomeado para exercer a presidência interina da Câmara Municipal da Corte. Entretanto, suas angústias interiores,, a busca por respostas aos verdadeiros enigmas da existência, esbatiam seu espírito curioso, perscrutador.

                                      Recebe um exemplar da bíblia de um colega médico, no mesmo ano  da morte da sua companheira, lendo-a continuamente até o fim.A leitura do livro religioso propiciou-lhe consolo, mas, as perguntas sobre os mistérios da vida, persistiam.

                                      Corria o ano de 1875, e pelas mãos de um amigo, Joaquim Carlos Travassos tradutor do Livro dos Espíritos, recebe um exemplar do mesmo, Bezerra declararia mais tarde: “à medida que lia o livro, não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, e, entretanto, tudo aquilo era novo para mim”.

                                      Participando da vida política da Corte de forma intensa, dinâmica, é eleito Deputado geral pelo Rio de Janeiro, no ano de 1867. Ocupa o cargo por dois anos, quando interrompe, temporariamente sua vida política, dedicando-se à medicina.

                                      Abolicionista convicto, ferrenho defensor dos direitos dos negros, publica  no ano de 1869 um estudo intitulado: A Escravidão no Brasil e as Medidas que Convém Tomar para Extingui-la sem Danos para a Nação.  

                                      Retorna à política em 1873, retomando suas funções de vereador, sendo empossado em 1878, Presidente efetivo da Câmara Municipal da Corte. Volta a ocupar o cargo de Deputado geral, exercendo-o até o ano de 1885. Criou nesse período a estrada de ferro Macaé e Campos.

                                      Embora estudasse o Espiritismo, Bezerra de Menezes não possuía qualquer comprovação experimental, quanto à realidade dos fenômenos mediúnicos. Necessitava, sabia ele, de uma prova indiscutível, quanto à sobrevivência do espírito após a morte.

                                      Sofrendo de dispepsia nervosa, resistente aos tratamentos médicos convencionais, curva-se, impotente, à necessidade de utilizar-se da “medicina espiritual”, ou melhor falando do receituário mediúnico, do qual recebera auspiciosas notícias.

                                      Para evitar ser vítima de qualquer fraude na obtenção de um tratamento espiritual, à sua enfermidade, combina com um amigo, também médico, o Dr. Maia de Lacerda, que fizesse no meu lugar, uma consulta ao médium receitista João Gonçalves do Nascimento.

                                      O amigo Lacerda entrega-lhe o resultado da consulta, e quando lê o diagnóstico elaborado de forma tão precisa, em todos os sentidos, fica convencido definitivamente dos postulados espíritas, seguindo à risca o tratamento indicado. Advém a cura daquela doença, pouco tempo após seguir as instruções dos espíritos.

                                      Bezerra de Menezes desliga-se da política no ano de 1885, deixando um longo trabalho em prol dos escravos, da mulher, do meio ambiente, da saúde pública, e do servidor público, entre outros. Assim mostram os seus discursos, constantes em Discursos Parlamentares Bezerra de Menezes, editado pela Câmara dos Deputados.

                                      Colaborou como articulista no Jornal do Brasil e na A Gazeta de Notícias. Escreveu também para o jornal O País, de maior circulação na época, discorrendo sobre os temas mais variados, tais como a existência de Deus, os sonhos, a imortalidade da alma, e muitos outros, para o público em geral. Esses artigos estão reunidos em três volumes com o título Estudos Filosóficos.

                                      Convicto das propostas espíritas, transformado interiormente pela luz do conhecimento superior, declara-se publicamente espírita em 16 de agosto de 1886, num discurso proferido na presença de 1500 pessoas, realizado no Salão da Guarda Velha, no Rio de Janeiro.

                                      Preside a FEB, Federação Espírita Brasileira, por duas vezes, em 1889 e 1895, instituindo no seu primeiro mandato, o estudo sistemático do Livro dos Espíritos, na sede da instituição.

                                      As qualidades morais e a busca pelo bem comum presentes em Bezerra de Menezes possuem raízes espirituais, advindas de suas experiências pretéritas, sem quaisquer dúvidas.               

                                      No romance Ressurreição e Vida, ditado pelo espírito Leon Tolstoi, à inesquecível médium Yvonne do Amaral Pereira, o autor espiritual narra seu encontro com Zaqueu, o publicano da parábola evangélica, no plano espiritual.

                                      Leon Tolstoi confidenciou à médium, que Zaqueu reencarnara com Bezerra de Menezes, sendo tal informação confirmada pela médium, posteriormente. Analisando as vidas de Zaqueu/Bezerra de Menezes encontraremos diversos pontos comuns a ambos, notadamente, coragem para mudar, e desapego aos bens materiais.

                                      No dia 11 de abril de 1900 vitimado por uma congestão cerebral, retorna à pátria espiritual, Bezerra de Menezes, que por sua brilhante inteligência a serviço do bem, e seu generoso coração, recebeu os epítetos de KARDEC BRASILEIRO, e MÉDICO DOS POBRES.

                                      Nossas homenagens e reverências a esse espírito, que continua operoso, ativo e atuante, no mundo espiritual, no trabalho incessante de auxiliar a essa humanidade, da qual fazemos parte, para que um dia possa a Terra se tornar um planeta onde o bem suplante, definitivamente, o mal.

                                     

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APRENDENDO COM OS EXTRATERRESTRES  escrito em domingo 01 fevereiro 2009 22:39

 

 

                                      “ Há muitas moradas na casa de meu Pai “

                                                                                      (Jesus de Nazaré)

 

 

 

                                      A astronomia e a astrofísica tem mapeado o universo procurando descobrir os mistérios da criação, na busca de respostas para a origem do sistema solar, consequentemente do nosso planeta, essa planeta que chamamos de Terra.

                                      Apenas para termos uma idéia do tamanho, aproximado, daquilo a que chamamos Universo, o nosso sol é uma das aproximadamente 1 bilhão de estrelas da Via-Láctea, que é a galáxia na qual está situado nosso sistema solar.

                                      A ciência estima que no “universo visível” existam 10 bilhões de galáxias grandes (semelhantes à Via-Láctea), e que o total, aproximado de estrelas (no universo visível) é um número próximo a 2000 bilhões de bilhões.

                                      Ao pensarmos nessas cifras gigantescas, podemos começar a dimensionar a questão da vida fora da Terra, da existência de outras civilizações inteligentes além do nosso sistema solar, e das implicações que essa convicção traz à nossa evolução.

                                      A noção de que não estamos sozinhos no universo é antiga, e acompanha o homem desde eras remotas, nas civilizações hindu, egípcia, maia, azteca, chinesa, mongol, esquimó e tantas outras ao redor do mundo. Lendas, histórias, mitos sobre os deuses vindos das estrelas, do céu, de outros mundos, em “carruagens aladas” fazem parte do folclore de todos os povos, incluindo os mais contemporâneos.

                                      No Livro dos Espíritos, Allan Kardec preocupado com a questão da existência de vida fora da Terra, na questão de nº 55 pergunta aos Benfeitores espirituais: “ – Todos os globos que circulam nos espaço são habitados ? Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se julgam muito fortes e pretendem que só este pequeno globo tenha o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade. Acreditam que Deus criou o Universo só para eles. “(grifo nosso).

                                      Jesus de Nazaré afirmava há mais de 2000 anos atrás: “ Há muitas moradas na casa de meu Pai “. Alusão simbólica à existência de incontáveis mundos habitados, como afirmado pelos espíritos ao Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec.

                                      Somos visitados, monitorados, contatados, observados, e analisados pelos extraterrenos há muito, muito tempo, e os sinais desses contatos estão registrados em vasto número de casos, pesquisados, inclusive pelos governos de vários países do mundo.

                                      No Brasil, um dos casos mais intrigantes de pesquisa ufológica, aconteceu entre setembro e dezembro de 1977, e foi realizada à época por determinação do comandante do 1º Comando Aéreo Regional (COMAR) de Belém (PA), sob o nome de Operação Prato .

                                      A Operação Prato foi comandada pelo Capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que segundo os que o conheciam (         Hollanda desencarnou em 1997) era um homem objetivo, extremamente culto, e como militar, dono de uma brilhante carreira.                  

                                      A Operação Prato ocorreu em Colares, uma ilha no litoral do Pará, onde a população foi envolvida por ocorrências com OVNI’s, que foram desde o avistamento de luzes coloridas no céu, até ferimentos em pessoas causadas por raios luminosos oriundos das citadas luzes.

                                      Quando chegou a Colares, Hollanda e sua equipe tornaramm-se espectadores das fantásticas ocorrências, onde avistou UFOs de diversos formatos, tais como objetos cilíndricos do tamanho de prédios de 30 andares, que se aproximavam a não mais do que 100 m de distância do seu local de observação, e tantos outros tipos de naves, muitas fotografadas e filmadas por ele e seus oficiais.

                                      A Operação Prato é tida como o Caso Roswell do Brasil, em comparação com as ocorrências acontecidas na cidade americana de Roswell, onde supostamente houve a queda de um OVNI em 1947. Na minha opinião a Operação Prato ultrapassa de longe, em todos as ocorrências, o Caso Roswell.

                                      Notícias de contatos com OVNI’s e seus ocupantes são cada vez mais abundantes na mídia mundial, dividindo opiniões, desde aquelas emitidas pelos céticos materialistas até as sustentadas por visionários fanáticos: ficamos com Kardec e Jesus!

                                      Supor que somos a única civilização nesse Cosmo imensurável é um exercício de miopia intelectual inútil, pois apenas pelas probabilidades matemáticas, tal fato é improvável.  

                                      Muitos não acreditam em ET’s, OVNI’s  e vida em outros planetas, simplesmente “porque nunca viram um alienígena”, por isso, para essas pessoas, não existem. Pergunto: - Alguém já viu Deus? Ou viu o oxigênio presente no ar que respiramos?

                                      No Brasil temos inúmeros casos de contato com as entidades extraterrestres, famosos em todo o mundo, sendo um deles o conhecido caso do ET DE VARGINHA. Pelas informações obtidas pelos pesquisadores até o momento, nessa ocorrência houve o resgate de uma entidade exobiológica (alienígena) pelos militares brasileiros, sobrevivente da queda de um disco-voador naquela cidade de Minas Gerais. Vale a pena conhecer o acontecido!

                                      Como seriam esses ET’s? Seriam humanóides como nós, ou teriam formas diferentes? Na resposta à pergunta nº 57 do Livro dos Espíritos temos: “ Não sendo a mesma para todos a constituição física dos mundos, deve-se concluir que tenham organizações diferentes os seres que os habitam? – Sem dúvida, como entre vós os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.”

                                      A resposta dos Espíritos da Codificação é clara no sentido de afirmarem, que para cada mundo um tipo específico de habitante, não havendo referências a serem eles iguais ou diferentes dos terráqueos.

                                      Por que ainda não fomos contatados por essas civilizações intergalácticas de forma ostensiva? Por que eles se limitam a aparecer em naves velozes, luminosas, mas, longe do nosso alcance? Por que não sabemos como é o seu corpo, sua anatomia, sua fisiologia? Serão eles da nossa galáxia, e da nossa dimensão? Qual o meio de propulsão (combustível) que utilizam?

                                      A existência dos extraterrestres, sua ciência, tecnologia e modus operandi (forma de contatar os humanos) nos levam a uma montanha de perguntas, questionamentos, que colocam em xeque a nossa própria natureza , e o modelo de vida adotado pela atual sociedade humana dominante do planeta Terra.

                                      Quando estudamos os testemunhos – dados por pessoas idôneas -, sobre os seus contatos com seres alienígenas, e suas naves avançadíssimas, e o tratamento dado pelos governos, pela mídia, e pela humanidade em geral, a tais depoimentos, aprendemos que:

1.     A Terra é apenas o terceiro planeta de um sistema solar, com um sol amarelo, às bordas da Via-Láctea, que mede 100.000 anos-luz de diâmetro;

2.     A classificação dos espíritos na obra de Kardec, em particular no Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, itens 13,14 e 15, situa nosso planeta como um mundo ainda inferior. onde vivem espíritos moralmente primitivos;

3.     Que possuímos preconceito e medo com tudo aquilo que é novo, diferente dos nossos parâmetros tidos como “normais” (você gostaria de se avistar com um ET?), por isso eles são cautelosos nos contatos;

4.     Que não podemos contatar uma civilização mais avançada do que a nossa, porque provavelmente faríamos mal uso da tecnologia aprendida dos nossos irmãos galácticos;

5.     Que eles observam a humanidade, respeitando nosso livre-arbítrio – apesar de possuírem uma tecnologia, que provavelmente poderia nos submeter ao seu domínio -, quanto aos rumos que estamos tomando, em termo da sobrevivência da nossa sociedade, por serem mais conscientes das leis cósmicas de ação e reação.

6.     Que existem milhares de mundos habitados, e que pela Lei da Reencarnação poderão ser nossos futuros lares, dependendo da nossa evolução, ou seja, no futuro poderemos ser alienígenas em relação ao nosso lar planetário, atualmente, a Terra..

                                      O assunto é muito instigante, extenso, complexo, por isso mesmo devemos nortear nossos passos, na longa jornada até o encontro com as respostas, pelo uso do bom senso, da lógica e da razão, para podermos responder, cada qual dentro de suas possibilidades: - O que aprendemos com os extraterrestres?

                                     

 

                                     

 

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APRENDENDO COM OS FANTASMAS  escrito em quinta 25 dezembro 2008 20:50

Desde o aparecimento do homem sobre a face da Terra, quando nossos remotos ancestrais saíram das copas das árvores, o chamado “sobrenatural” fez parte da nossa história, através de todas as épocas da humanidade.

                            A idéia de seres habitantes de outro universo  que não podem ser vistos, a não ser sob determinadas circunstâncias, e por alguns tipos “especiais” de pessoas (médiuns), acompanha a raça humana, e os registros dos encontros desses seres espirituais estão presentes em todos livros sagrados das principais religiões, e nas principais tradições escritas e orais – dos esquimós aos índios brasileiros -, do nosso planeta, desde há mais de 10 mil anos a.c..

                            Segundo a Wikipédia, há registros de diversos fantasmas famosos, em especial na Torre de Londres, Inglaterra, tais como:

·       O fantasma sem cabeça de Anne Boleyn;

·       O fantasma de Thomas Becket;

·       O fantasma do rei da Inglaterra Eduardo V;

·       O fantasma de Sir Walter Raleigh;

·       Uma tropa de fantasmas que revivem a execução da Condessa de Salisbury.

                                   .Constam, ainda mais, as aparições dos seguintes fantasmas, testemunhadas por centenas de pessoas:

·       O fantasma de Abraham Linconl assombrou a Casa Branca;

·        O fantasma do Imperador romano Calígula teria assombrado os jardins de Lamian em Roma, onde seu corpo foi enterrado, após seu assassinato.

                            A lista dos fantasmas observados por diversas pessoas é imensa, e mesmo na bíblia católica existem registros de aparições de fantasmas, e até da comunicação dos vivos com “os supostos fantasmas dos mortos”, como no episódio da bruxa de Endor.

                             Esses seres espirituais são também chamados de assombrações, espectros, e tantos outros nomes, dependendo de quem e aonde tenham presenciado a “aparição”.

                            No dicionário Aurélio, assim está definida a palavra FANTASMA: “ 1.Imagem ilusória; 2. Visão apavorante; 3. Suposto reaparecimento de defunto, geralmente sob forma indefinida; assombração, espectro, aparição, sombra, visagem, visão ....” .

                            Geralmente, quando pensamos na palavra FANTASMA, logo nos vem à mente uma das definições citadas pelo Aurélio, que é a da VISÃO APAVORANTE, ou seja, fantasma é sinônimo de terror, pavor, medo, ou na melhor das hipóteses: susto.

                            Espíritas, e espiritualistas vêem a questão do FANTASMA sem qualquer traço de sobrenatural, e qualquer sentido de fenômeno apavorante, ou amedrontador, porque o fantasma é nada mais, nada menos, do que o homem após a morte, sem o seu corpo físico.

                            Os fantasmas foram estudados por muitos cientistas famosos do passado, e somente para termos uma noção da importância do tema, citamos o trabalho realizado por Sir William Crookes, prêmio Nobel de física, em fins do sec. XIX.

                            .Em março de 1874, ele obteve quarenta fotos de um fantasma, em seu laboratório particular. Tratava-se da materialização do espírito da falecida Annie Owen Morgan, que se identificava sob o pseudônimo de Katie King. Servia de médium de materialização a jovem Florence Cook.

                            No Brasil, mais precisamente em São Paulo, capital, graças à mediunidade de Carmine Mirabelli, entre 1920 e 1935, foram  fotografados diversos fantasmas materializados.

                            Allan Kardec, o Codificador da doutrina espírita, utiliza o termo ALMA para designar o espírito que possui um corpo físico, ou seja, todos nós, que estamos vivendo no mundo material.

                            Estudando o destino do ser humano, após o cessar da vida física, convicto de que algo sobreviveria à morte, Kardec pergunta aos espíritos, na questão nº 150, do Livro dos Espíritos: “ Após a morte, a alma (o ser humano) conserva a sua individualidade? Sim, jamais a perde. O que seria ele se não a conservasse?”.

                            Concluímos pela resposta dada pelos espíritos, que os chamados FANTASMAS somos nós mesmos, livres do corpo material, após a morte, sem qualquer modificação da nossa personalidade.

                            O cinema tem utilizado o tema FANTASMA para criar filmes de grande sucesso,  e um dos que mais marcaram a cinematografia mundial, sem dúvida nenhuma, foi o filme GHOST – DO OUTRO LADO DA VIDA.

                            A história gira em torno de um rapaz, o personagem Sam Wheat, que é assassinado, e surpreende-se ao sentir-se “vivo” depois de morto, tentando a partir dessa situação “inesperada”, comunicar-se com sua esposa, viva. O filme retrata inteligentemente as venturas e desventuras de um FANTASMA, que tenta contato com os vivos.

                            A verdade é que a vida existe em outras dimensões, além do mundo tridimensional que habitamos, e sendo assim, ainda que não possamos vê-los habitualmente, os chamados FANTASMAS, que são individualidades desencarnadas, ampliam nossos horizontes existencais..

                            Os FANTASMAS nos ensinam as seguintes lições:

·       a morte não é o fim de tudo, o mergulho no vazio, o desaparecimento do ser, como querem os materialistas;

·       aqueles a quem amamos continuam “vivos”, e nos esperam, quando, também, “morrermos”;

·       o progresso do ser continua em outra dimensão, pois se estamos, vivos, pensamos, e se pensamos, podemos continuar a aprender, sempre;

·       seremos no futuro ( no mundo espiritual) o que somos no mundo material, ou seja, ninguém irá virar anjo ou demônio.

 

                            O que você aprenderia com um FANTASMA?

                             

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VISÃO ESPÍRITA DA CRIMINALIDADE (final)  escrito em segunda 10 novembro 2008 00:15

4. ESCALA EVOLUTIVA DOS MUNDOS E A CRIMINALIDADE

 

                            O espiritismo nos fornece explicações mais abrangentes, amplas e lógicas, para que possamos compreender a atual onda de violência, que assola o planeta, postulando a existência de uma escala evolutiva dos mundos.

                            No cap. III, item 3, do Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec nos informa que: “ do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes, umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes “.

                            Prossegue na análise o Codificador do Espiritismo apontando, a escala evolutiva dos mundos, no mesmo capítulo da obra mencionada, item  4: “ ... tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando da fadiga da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão porque aí vive o homem a braços com tantas misérias “ (grifos nosso).

                            Portanto, do ponto de vista evolutivo planetário, somos habitantes de um mundo, que possui como característica predominante, a supremacia (ainda que transitória, claro!) do mal sobre o bem Somos uma humanidade com um carma individual e coletivo, onde os débitos do passado ( más ações) sobrepujam, e em muito, os créditos (boas ações).

                            Entendemos, por conseqüência, porque há tanta violência em nosso mundo, e o crime impera na sociedade, fazendo desse maravilhoso planeta, um campo de batalhas cruéis, por todos os seus continentes.

 

4.1 O CRIME E A OBSESSÃO

 

                            Convictos que somos da existência do mundo espiritual, que precede ao mundo material, onde está a origem de todos os fatos do nosso Universo material, podemos afirmar, sem medos ou reservas, que existe um intercâmbio constante entre os encarnados e os desencarnados.

                            Procurando entender a questão, no cap. IX, do Livro dos Espíritos, Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal, lemos a pergunta nº 459 e sua resposta: “ Os Espíritos influem em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais, pois freqüentemente são eles que vos dirigem “ (grifo nosso).

                            Logo, fica muito claro, que em nossas ações cotidianas, em todos os setores da vida humana, compartilhamos emoções, sentimentos, pensamentos, com nossos acompanhantes  desencarnados, em acordo com nossas inclinações para o bem ou para o mal.

                            Prosseguindo com nosso raciocínio, vamos nos deparar como dissemos atrás na existência do mundo espiritual, também “dividido” em faixas de vibração, que vão desde as mais grosseiras até as sublimes, quase que infinitamente, habitadas por espíritos de diversas naturezas, inferiores e superiores.

                            André Luiz, na obra NOSSO LAR, psicografada pelo inesquecível Chico Xavier, cita a existência de uma região no mundo espiritual – que envolve o planeta -, chamada UMBRAL

                            Segundo o autor espiritual, no capítulo XII da obra citada, “ ... O Umbral, funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais: uma espécie de zona purgatorial ... O Umbral é região de profundo interesse para quem esteja na Terra. Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior ... Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. Formam, igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e interesses gerais ... “ (grifos nosso).

                            Somando as lições de Allan Kardec e André Luiz nas suas respectivas obras concluímos, que é aceitável, dentro do panorama da criminalidade em nossos dias, a existência de um intercâmbio (mesmo que inconsciente), profundo e continuado, entre organizações criminosas como  o PCC (primeiro comando da capital), e sua congênere no plano espiritual.

                            A complexidade operacional dessas entidades criminosas da Terra, suas audaciosas intervenções no sistema penitenciário, no poder judiciário, na sociedade, devem contar com um suporte das entidades espirituais das trevas, voltadas para a prática do crime, do mal.

                            O PCC, o Comando Vermelho, os Amigos dos amigos, e tantas outras organizações criminosas são no meu entender, a ponta do iceberg, cuja porção mais extensa encontra-se imersa nas regiões escuras do Umbral., nos processos obscuros das obsessões coletivas, e individuais.

                            Os processos de obsessão individuais considerando-se o assédio negativo de desencarnado para encarnado, gerando os mais diversos tipos de transtornos mentais/emocionais, podem e devem ser considerados como causas prováveis de vários tipos de crimes.

                            A questão da influência dos espíritos sobre os encarnados foi analisada criteriosamente por Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, e principalmente, no Livro dos Médiuns, e caberá ao espírita, ao espiritualista, em geral, avaliar a razoabilidade das nossas considerações.

 

 

5. REENCARNAÇÃO, CARMA E LIVRE-ARBÍTRIO

 

                            A lógica e o bom senso indicam claramente, que não se pode admitir – por ser uma contradição -, que alguns seriam criados por Deus, para o mal, e outros para o bem. Sendo Deus a perfeição absoluta, não poderia atuar de forma contraditória, gerando o bem e o mal, que são atributos do homem, ainda imperfeito.

                            Allan Kardec questiona a espiritualidade quanto ao problema citado acima, na pergunta nº 114, do Livro dos Espíritos: “ Os espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram? – São os próprios espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma ordem superior “.

                            Fica muito evidente, que ao ser humano é sempre possível melhorar, progredir, para que deixe os níveis inferiores da consciência (baixo padrão moral, inteligência a serviço do mal), alcançando os níveis superiores (alto padrão moral, inteligência a serviço do bem).

                            A reencarnação é o instrumento da evolução do espírito, e na sucessão de vidas, de experiências, o ser humano vai refinando seu comportamento, melhorando em todos os sentidos.

 

5.1 CARMA, LIVRE-ARBÍTRIO E CRIMINALIDADE

 

                            A crença nas vidas sucessivas faz nascer, indubitavelmente, a idéia do CARMA. Sintetizando a questão, CARMA é o conjunto de créditos e débitos assumidos pelo ser humano, a cada nova existência. Todos reencarnamos com a bagagem do passado, talentos, pendências interpessoais, traumas, medos, que nos inclinam em determinada direção.

                            Temos um carma, mas, não um destino, porque se tivéssemos um destino pré-fixado, seria impossível evoluir, progredir, superar as más tendências do passado, adquirindo novos conhecimentos intelectuais, aprimorar a ética e a moral.

                            O criminoso renasce com tendências, inclinações para certas condutas delituosas, trazidas, provavelmente de experiências pretéritas, porém, possui o poder de mudar sua conduta, valendo-se da maior conquista do espírito humano: O LIVRE-ARBÍTRIO.

                            No Livro dos Espíritos, pergunta nº 845, a questão está clocada da seguinte maneira: “ As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio? – As predisposições instintivas são as do espírito antes de encarnar. Conforme este seja mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo à prática de atos repreensíveis, e nisso será secundado pelos espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, desde que se tenha vontade de resistir, Lembrai-vos de que querer é poder “ (grifo nosso).

                            Ninguém poderá alegar, salvo nos casos de crimes cometidos em estado de loucura – compreendida como uma neuropatologia -, em que o criminoso perde o uso consciente da vontade, que foi levado ao crime por destino, por fatalidade, pela influência do meio, por influências de terceiros.

                            Na resposta à pergunta nº 843, da obra referida anteriormente, resolvemos o problema: “ O homem tem o livre-arbítrio dos seus atos? – Já que tem a liberdade de pensar, tem também a de agir. Sem o livre-arbítrio, o homem seria uma máquina “.

 

6. ESTRATÉGIAS PARA ERRADICAÇÃO GRADATIVA DO CRIME

 

                            Acreditamos que todo e qualquer tipo de problema, possui uma solução, do contrário, a humanidade ainda estaria vivendo nas cavernas, perante todos os desafios que se apresentaram ao homem, ao longo de sua história na Terra.

                            Apontamos, a seguir, o que entendemos ser importante para a diminuição progressiva do crime:

 

·        EDUCAÇÃO ÉTICO-MORAL – fortalecimento da instituição familiar, com campanhas públicas mostrando a responsabilidade dos pais na formação ético-moral da criança, como determinante da formação de um adulto saudável;

·        EDUCAÇÃO ESCOLAR – acesso universal à educação, em todos os níveis, do ensino fundamental à universidade;

·        RELIGIOSIDADE – incentivar o desenvolvimento da religiosidade na criança e no jovem – não confundir-se com religião -, respeitando a crença de cada indivíduo. A religiosidade sadia leva o ser humano a refletir sobre o aspecto espiritual da vida, ampliando sua visão do mundo, e do universo;

·        REESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA PENITENCIÁRIO – substituição de todas as penitenciárias convencionais – depósitos de homens e mulheres -, por unidades agroindustriais, onde os sentenciados seriam obrigados a escolher uma função, como forma de terapia (laborterapia), dividindo os resultados dessa atividade com o Estado e a sua família;

·        MODIFICAÇÕES NA LEGISLAÇÃO PENAL – criando a pena de prisão perpétua, para os crimes considerados hediondos, revendo-se a classificação de tais crimes, para ampliar-se a lista.

 

                              A discussão sobre o crime, a criminalidade e a violência é das mais urgentes, e cabe ao espírita, e ao espiritualista, em geral, fazê-la, apontando soluções, para que possamos, aos poucos, diminuir essa doença social e individual, que é o crime, estabelecendo um novo mundo de paz, em acordo com as palavras de Jesus de Nazaré: “ BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E OS PACÍFICOS PORQUE ELES HERDARÃO A TERRA “.

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