ESPIRITISMO E SAÚDE

                                          “Tudo acontece conforme a natureza”

                                                                                    Hipócrates

  

1  INTRODUÇÃO

 

                                               Desde o aparecimento do homem sobre a face do planeta, a partir do momento que adquirimos a noção de autoconsciência, algumas preocupações tem sido constantes `raça humana, e entre as mesmas destacam-se: SAÚDE E DOENÇA.

                                               Os paleoantropídeos (homens da caverna) há milhares de anos no passado, segundo as modernas pesquisas da arqueologia, e da paleontologia, já buscavam meios de “curar” doenças as mais diversas, provavelmente pelo método da experimentação, retirando da natureza ao seu redor, os “remédios” dos quais estavam necessitados.

                                               Os ANTIGOS EGÍPCIOS possuíam uma medicina extremamente avançada, tendo desenvolvido técnicas cirúrgicas diversas, tais como: A CESARIANA, A EXTRAÇÃO DE CATARATA, COLOCAÇÃO DE PRÓTESES DENTÁRIAS, NEUROCIRURGIAS, entre outras.

                                               Os egípcios tratavam das doenças utilizando-se, além da cirurgia, de uma sofisticada  FARMACOPÉIA oriunda de seus profundos conhecimentos da botânica.

                                               Outra antiga civilização, que na sua preocupação com a saúde do homem, desenvolveu uma medicina extraordinária, é a CULTURA CHINESA. Para termos uma idéia dos conhecimentos dos antigos chineses, por inscrições em OSSOS E CARAPAÇAS DE TARTARUGAS das dinastias Yin e Shang com 3000 anos de idade, constam registros medicinais, sanitários e uma dezena de doenças.

                                               Antecipando a questão da doença como um problema advindo da circulação deficitária da ENERGIA VITAL, no período anteriormente citado, a medicina chinesa incluía nos seus princípios o estudo do YIN-YANG (positivo/negativo), e do sistema de CIRCULAÇÃO DA ENERGIA PELOS MERIDIANOS do corpo humano, o que resultou no surgimento da acupuntura (tratamento por agulhas).

 

 

 

1.1   HIPÓCRATES, O PAI DA MEDICINA OCIDENTAL

 

                                               Nascido na Ilha de Cós, em 460 a.c., HIPÓCRATES é considerado o PAI DA MEDICINA, e o mais célebre médico da antiguidade.

                                               Hipocrates iniciou o método da “observação clínica”, e com seus trabalhos e pesquisas finda-se o período da medicina como MANIFESTAÇÃO MÁGICA E DIVINA, inaugurando-se o período da medicina científica.

                                               Ele considerava que as doenças resultam do desequilíbrio entre o que chama de “humores” O SANGUE, A FLEUMA(ESTADO DE ESPÍRITO), A BÍLIS (AMARELA) E A ATRABÍLE (BÍLIS NEGRA).

                                               Hipócrates afirmava que, todo corpo traz em si os elementos à sua recuperação, e que a cura somente é possível a partir do conhecimento do homem como um todo.                                                 Legou à posteridade uma obra contendo 72 livros, conhecida como CORPUS HIPPOCRATICUM (coleção Hipocrática), tratando entre outras matérias, de epidemias, articulações e fraturas, tuberculose, malária, caxumba, pneumonia, etc...                         

                                               A obra de Hipócrates influenciou muitas gerações posteriores de médicos, a exemplo de outra importante figura na história da Medicina, Galeno de Pérgamo (atual Turquia, que pela primeira vez demonstrou que as artérias conduzem sangue, e não ar, como se aceitava.

                                               Muito antes do espiritismo, e das várias correntes espiritualistas surgidas nos séculos 18, 19 e 20, Galeno afirmava:

·        O corpo é apenas um instrumento da alma;

·        Cada organismo se constitui segundo um plano lógico estabelecido por um ser supremo, arquiteto e guia do universo.

 

2   SAÚDE E DOENÇA - CONCEITOS

 

                                               Existem muitas definições de SAÚDE, que é um conceito muito amplo, abrangente, da natureza humana, porém, encontramos uma bem abrangente, que consta do Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde, organizado por Luís Rey (ed. Guanabara Koogan), que é a seguinte:

 

 "saúde é uma condição em que um indivíduo ou grupo de indivíduos é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente. A saúde é um recurso para a vida diária, e não um objetivo de vida; é um conceito positivo, enfatizando recursos sociais e pessoais, tanto quanto as aptidões físicas. É um estado caracterizado pela integridade anatômica, fisiológica e psicológica; pela capacidade de desempenhar pessoalmente funções familiares, profissionais e sociais; pela habilidade para tratar com tensões físicas, biológicas, psicológicas ou sociais com um sentimento de bem-estar e livre do risco de doença ou morte extemporânea(grifo nosso). É um estado de equilíbrio entre os seres humanos e o meio físico, biológico e social, compatível com plena atividade funcional."

                                               Quanto ao conceito de DOENÇA, listamos alguns deles a seguir:

 

·        Doença (do latim dolentia, padecimento) é o estado resultante da consciência da perda da homeostasia (estabilidade) de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias, e outros fatores;

 

·        Disfunção em um organismo causada por agentes externos ou não; qualquer condição mórbida ou danosa;

 

·        Processo mórbido definido, tendo um conjunto característico de sintomas e sinais, que leva o indivíduo a tratamento médico.

 

                                               Pelas definições apresentadas, concluímos que os conceitos de SAÚDE E DOENÇA abrangem, apenas em se considerando a medicina acadêmica, tradicional, um número considerável de agentes causadores e mantenedores de ambas as condições, para um ser humano.

                                               Quando somamos aos fatores aceitos pela medicina “convencional”, à questão da existência do ESPÍRITO, preexistente e sobrevivente ao corpo físico, por conseqüência do mundo espiritual, mais a REENCARNAÇÃO, os conceitos de SAÚDE E DOENÇA são amplificados de maneira extraordinária.

 

3.  O QUE É O HOMEM?

 

                                               Para podermos falar de saúde e doença, enfocando o problema do ponto de vista da interação espírito-matéria, faz-se necessário definirmos o QUE É O HOMEM, segundo o informado pelos Benfeitores Espirituais ao mestre Allan Kardec.

                                               A doutrina espírita estipula que o ser humano é constituído além do corpo material, e do espírito, de um corpo sutil, chamado de PERÍSPIRITO, invisível à visão comum, salvo em situações especiais.

                                               Encontramos a definição de matéria no Livro dos Espíritos, pergunta nº 22-a: “Que definição podeis dar da matéria? A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento de que esse se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação”(grifo nosso).

                                               Os Benfeitores Espirituais conceituam o que é “espírito”, na obra citada, pergunta nº 23: “Que é o espírito? O princípio inteligente do Universo”(grifo nosso).

                                               Na questão nº 93 do Livro dos Espíritos, item “Perispírito”, Kardec obtém da espiritualidade o seguinte esclarecimento: “O Espírito, propriamente dito, não tem nenhuma cobertura, ou como pretendem alguns, é envolvido por alguma substância?  O Espírito é envolvido por uma substância vaporosa para vós, mas ainda bem grosseira para nós; é suficientemente vaporosa para poder se elevar na atmosfera e se transportar para onde quiser”(grifo nosso).

 

3.1  UM CONCEITO ESPÍRITA DE SAÚDE E DOENÇA

 

                                  Numa síntese apertada, e baseada na concepção espírita do ser humano, podemos afirmar, que o conceito de SAÚDE para o entendimento espírita é “o funcionamento, a interação, com estabilidade dessa TRÍADE da qual todo ser humano(encarnado) é composto ESPÍRITO-PERÍSPIRITO-MATÉRIA”.

                                  Por conseqüência, a definição de DOENÇA sob a mesma ótica é: “toda a disfunção, desajuste, desarmonia, que altera o funcionamento harmônico da TRÍADE que compõe o ser humano(encarnado), ou seja, ESPÍRITO-PERÍSPIRITO-MATÉRIA”.

 

3.2  ANDRÉ LUIZ E O CORPO ETÉRICO

                                  O Espiritismo caracteriza-se, principalmente, por ser uma doutrina progressista, sem dogmas. o que possibilita o acréscimo de novos conhecimentos, que ampliam a visão do homem sobre a sua natureza, bem como do mundo material e do espiritual.

                                  Através da psicografia de Chico Xavier, o espírito André Luiz, em suas obras “Nos domínios da mediunidade”, e “Evolução em dois mundos” afirma que além do corpo físico, vibrando numa freqüência mais acelerada – localizado entre o corpo físico e o períspirito – existe o CORPO ETÉRICO, uma cópia energética direta do corpo físico, tanto anatomicamente quanto fisiologicamente e que se sobrepõe a ele. O Corpo Etérico interage energeticamente sustentando, estimulando e energizando o corpo físico. É nele que que atuam diretamente a homeopatia e a acupuntura.

                                  O corpo etérico seria uma espécie de condutor das energias provenientes do perispírito para o corpo físico, e das energias que o corpo físico envia para o perispírito, através da alimentação, e dos pensamentos e emoções experimentados na sua vida material.

 

3.3  O CORPO EMOCIONAL, PSICOSSOMA, ASTRAL, AEROSSOMA OU PERISPÍRITO

 

                                     ANDRÉ LUIZ em praticamente todas as suas obras, tais como “NOSSO LAR”, “EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS”, “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE”, e outras, também aborda a existência do Períspirito, citado por Allan Kardec, informando que “sobrepondo-se” ao Corpo Etérico, vibrando numa freqüência acima, se encontra o CORPO EMOCIONAL, também conhecido como CORPO ASTRAL. Ele está envolvido na expressão das emoções e dos sentimentos. Nele se situam os nossos padrões emocionais de reação, os sentimentos, desejos, anseios, medos e todas as emoções e dores do passado, e do presente, verdadeiro arquivo de todas as nossas vivências.

 

4.  A VISÃO DA MEDICINA PSICOSSOMÁTICA SOBRE AS DOENÇAS

 

                                      Em geral, os profissionais de saúde ainda fazem a distinção entre as doenças psicossomáticas e outras de fatores genéticos, acidentais, ambientais ou orgânicos e, neste caso limitam as manifestações psicossomáticas exclusivamente nas alterações com causas de origem psicológicas.

                                      Aceitando que a mente, por não conseguir resolver ou conviver com um determinado conflito emocional, passa a produzir mecanismos de defesa com o propósito de deslocar a dificuldade e/ou "ameaça" psíquica para o corpo. Com isso, acaba drenando, na forma de doença e seus respectivos sintomas, problemas psicológicos. Neste sentido, entre várias doenças aceitas como psicossomáticas podemos citar:

 

·        Artrite

·        Câncer e todos os tipos de doenças auto-imunes

·        Manchas no corpo

·        Gastrite

·        Úlcera

·        Asma

·        Praticamente todos os transtornos de pele

·        Alergias variadas

·        Rinites

·        Impotência sexual

·        Muitas disfunções oftálmicas

·        Hipertensão arterial

·        Fibromialgia

 

                                      O surgimento dos sintomas depende e varia de três fatores interdependentes:

 

1.   Qualidade de vida, incluindo hábitos alimentares, atividades físicas, sedentarismo, etc.

2.   Herança genética, que pode deixar os indivíduos mais predispostos para desenvolverem alguns tipos de doenças.

3.   Fatores psicoafetivos de acordo com o manejo das emoções, dos traumas e dos sentimentos de abandono, rejeição, inclusão, culpa, etc.

 

 

4.1  A VISÃO DA DOENÇA NA MEDICINA TRADICIONAL, NA PSICOSSOMÁTICA E NO ESPIRITISMO

 

                                  A medicina tradicional reduz a doença a questões de ordem genética, da qualidade de vida, e agentes patológicos diversos (vírus, fungos, bactérias), descartando a possibilidade de haver uma causa além da matéria densa, para os males de quaisquer espécies.

                                  Na medicina psicossomática admite-se, além das causas defendidas e aceitas pela medicina tradicional, que a mente pode produzir determinados doenças, pela persistência de estados emocionais conflituosos.

                                  O Espiritismo leciona que, o desequilíbrio entre os diversos corpos do homem, quer sejam oriundos de comportamentos inadequados desta vida atual, presente, ou de vidas passadas, poderá provocar doenças dos mais diversos tipos, sejam elas “físicas”, “emocionais” ou “mentais”.

 

 

4.  SAÚDE E DOENÇA – ENCARNAÇÃO, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO

 

                                               No meio espírita, e no meio espiritualista, em geral, existe a noção equivocada de que a doença é um mecanismo de cobrança dos erros do passado – principalmente quando congênitas, crônicas, e as que levam rapidamente ao desencarne -, que surge para “quitarmos” nossos débitos com a lei divina

                                                 Na pergunta nº 132 do Livro dos Espíritos, Kardec questiona sobre qual seria o objetivo da encarnação? A resposta cristalina é : “- A lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de faze-los chegar à perfeição ...”. Em nenhum momento aparece a palavra quitação de débitos, sofrimento, fado, dor, doença ou qualquer outro termo, que signifique “FATALIDADE”.

                                               Chegamos à estágios evolutivos melhores por intermédio das escolhas, que vamos fazendo por todas as nossas existências, acertamos e erramos, e mesmo quando surge o ônus existencial da doença, por opções compo

rtamentais desequilibradas, a forma como “vemos” a questão será decisiva, da seguinte maneira:

·        Escolhemos ver a doença como punição divina, como um carma, um fardo, uma fatalidade irremediável, entregando-nos à noção de que estamos sendo castigados pela lei, por isso, merecemos sofrer, numa atitude sado-masoquista?

·        Escolhemos ver a doença como oportunidade de mudarmos a forma como nos relacionamos conosco próprios, e com o universo ao nosso redor, mobilizando nossas energias interiores para melhorar nossa qualidade de vida, e conseguirmos, até mesmo a cura, numa postura assertiva?

                                                 Kardec questiona os espíritos sobre a FATALIDADE na questão nº 851, do Livro dos Espíritos, e obtém como resposta que “a fatalidade existe unicamente pela escolha que o espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino que é a conseqüência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois pelo que toca às provas morais e tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou resistir...” (grifos nossos).

                                                   A resposta reproduzida acima, derruba a noção de

domingo 22 novembro 2009 19:36


CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBSESSÃO

 

“Pois não temos de lutar contra a carne e o  sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes”. ( Paulo, Efésios, 6:12 )

 

 

 

I Introdução

                                               O Espiritismo é uma doutrina de natureza filosófica, que foi elaborada pelo eminente mestre Allan Kardec com o objetivo de responder às questões mais profundas do ser humano, enfrentando todos os temas possíveis e imagináveis, sem preconceitos, medos e sectarismos de quaisquer espécies.

                                               O espiritismo questiona todos os fenômenos, tanto do mundo físico, como do mundo extrafísico, analisando as causas e esclarecendo os efeitos do que no passado, costumávamos chamar de sobrenatural.

                                               Possuidor de um senso de observação invulgar, despertando para o mundo dos fenômenos além da matéria, por meio das chamadas MESAS GIRANTES, Kardec mergulhou fundo nas relações dos ESPÍRITOS COM OS HOMENS, iluminando com a luz da razão, as trevas espessas de um mundo velho e ultrapassado de lendas e superstições.

                                               No imenso leque de fenômenos analisados por Kardec conjuntamente com os seus Benfeitores Espirituais, surge um dos mais complexos (apesar da sua freqüente ocorrência), que é o problema da OBSESSÃO.

                                               No dicionário Aurélio (Ed. Positivo, 2005) encontramos os seguintes significados para a palavra OBSESSÃO:

1.    Ação de atormentar, de perseguir;

2.    Psiq. Sentimento ou idéia que, gerando angústia, se impõe à consciência de um indivíduo. 

                                               O Codificador constatou ao estudar a imensa variedade de ocorrências paranormais, que os espíritos (desencarnados) interferem de maneira ampla, no mundo dos homens (encarnados). Tanto assim, que na pergunta nº 459, do Livro dos Espíritos temos que: “Os Espíritos influem em nossos pensamentos, e em nossos atos? – Muito mais do que imaginais, pois frequentemente são eles que vos dirigem”(grifo nosso)        .

                                               A resposta dada pela espiritualidade a Kardec estabelece-nos a certeza de que a OBSESSÃO existe, como definida pelo Aurélio, citado anteriormente, simplesmente pela possibilidade da interferência dos espíritos em nossas vidas.

 

2 JESUS E O FENÔMENO DA OBSESSÃO

 

                                               Jesus, o mestre Nazareno, enfrentou inúmeras vezes o problema obsessivo, entrevistando-se com obsedados e obsessores em diversos graus de comprometimento, conforme veremos depois na classificação de Kardec às obsessões.

                                               Médium inigualável, com conduta ética e moral irrepreensíveis, Ele conseguiu a cura de homens e mulheres portadores dessa verdadeira “doença espiritual”, que é a obsessão, e acredito, também, a cura dos espíritos (desencarnados) envolvidos na trama.            

                                            Lemos em  Lucas, 8:2, observamos que "algumas mulheres foram curadas de espíritos malignos e enfermidades, dentre elas Maria Madalena, de quem o Mestre expeliu sete espíritos imundos".

                                            O evangelista Marcos relata-nos, 5:7-9, que um homem gadareno vivia assediado por espíritos obsessores. Quando Jesus se aproximou dele, passou (o obsessor) a clamar com grande voz: "que tenho eu contigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes." O Mestre, após ordenar que o espírito imundo saísse do homem, perguntou-lhe: "Qual é o teu nome? E ele respondeu, dizendo: Legião é o meu nome; porque somos muitos.

                                            Segundo a descrição de Lucas, 9:38-42, um homem que tinha um filho atormentado por um espírito , dirigindo-se ao Messias, pediu: "Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que tenho. Eis que um espírito o toma, e de repente clama, e o despedaça, até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado. E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não o puderam. E Jesus, respondendo, disse: ö geração incrédula e perversa! até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho. E quando vinha chegando, o espírito o derribou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino."

                                               Certamente que os mecanismos utilizados por Jesus na solução da problemática obsessiva, que os evangelistas narraram, estão embasados, principalmente, na sua conduta ética e moral superior, como dissemos anteriormente, no conhecimento e utilização das energias (magnetismo e ectoplasma), que possuía, e no seu AMOR INCONDICIONAL pelo ser humano.

 

3 A OBSESSÃO SEGUNDO KARDEC

 

                                               No Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 237, Kardec assim define a OBSESSÃO: “ ... o domínio que alguns Espíritos podem exercer sobre certas pessoas.Só é praticada pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos não impõem nenhum constrangimento; eles aconselham, combatem a influência dos maus e, se não são ouvidos, se retiram. Os maus, ao contrário, se prendem àqueles com que têm simpatia e, quando chegam ao domínio sobre alguém, identificam-se com o seu Espírito e o conduzem como uma verdadeira criança” (grifos nossos).

                                               Analisando a lúcida abordagem do Codificador temos:

1.    OBSESSÃO é o domínio que alguns Espíritos podem exercer sobre certas pessoas;

2.    SÓ ESPÍRITOS INFERIORES a praticam, visando obter domínio;

3.    OS BONS ESPÍRITOS não impõem qualquer tipo de constrangimento. Aconselham-nos, combatem a influência dos maus, e se não são “ouvidos”, se retiram;

4.    OS ESPÍRITOS INFERIORES prendem-se àqueles com quem possuem afinidades;

5.    Quando chegam ao domínio sobre alguém, conduzem-no por diversos meios como a “uma criança”.

                                            Allan Kardec prossegue analisando a OBSESSÃO, e agora, classifica os tipos de processos obsessivos, frisando que apresenta, apenas, suas principais variedades (conclue-se que existem outros tipos de obsessão), sendo:

·       OBSESSÃO SIMPLES – o indivíduo pode perceber com certa facilidade, que está sendo obsedado, e a mesma, ainda segundo Kardec, não produz maiores conseqüência. Deduz-se que sua duração seja passageira, efêmera;

·       FASCINAÇÃO – de conseqüências muito nefastas, o Espírito pretende chegar ao controle do pensamento do indivíduo, conduzindo-o à perda (parcial) do seu senso crítico, do seu julgamento (pode aceitar mentiras, com verdades). O FASCINADO não tem consciência da FASCINAÇÃO;

·       SUBJUGAÇÃO – nessa modalidade de obsessão, há uma verdadeira PARALISIA DA VONTADE do sujeito, que pode atingir contornos morais e/ou físicos. Morais quando se tomam decisões absurdas, contra o bom senso, acreditando serem sensatas, e físicos, quando o indivíduo perde o controle do seu próprio corpo.

   

3.1 POSSESSÃO OU SUBJUGAÇÃO?

 

                                               No item 241, da obra citada acima, Kardec comenta a razão pela qual é preferível, que utilizemos o vocábulo SUBJUGAÇÃO, do que a palavra POSSESSÃO.

                                               O Codificador elenca dois motivos principais, para sua escolha, eis que:

1.    A palavra POSSESSÃO comumente usada pela Igreja Católica, implica em aceitar-se a crença na existência de seres criados e devotados eternamente para o mal. O demônio é seus agentes são para o catolicismo, os responsáveis pela POSSESSÃO;

2.    NA POSSESSÃO existe o conceito de que o possesso perde a posse do seu corpo, que passa a ser habitado por um ou mais demônios.

                                            A lógica da escolha feita pelo eminente Codificador justifica-se, pelo exposto nos itens 1 e 2, porque o Espírita tem consciência de que DEUS É PERFEITO, e assim, sendo uma consciência perfeita, não poderia criar seres maléficos, e eternamente, devotados ao mal.

                                               Quanto à questão da perda da posse do corpo pelo possesso, sabemos que,  o SUBJUGADO não perdeu a posse e o controle do corpo, perdeu, o controle da sua mente, que ocorre em diversos graus, da perda parcial até à mais profunda, onde o SUBJUGADO é capaz de colocar em risco até sua própria vida.

                                               Recomendamos, a propósito, que sejam assistidos os filmes O EXORCISTA, e O EXORCISMO DE EMILY ROSE, que  sob a ótica espírita,  apesar dos exageros próprios do gênero, mostram situações muito interessantes, e de certa forma, instrutivas.

 

4 OBSESSÃO – AMPLIANDO CONCEITOS

 

                                               Allan Kardec foi um pioneiro no estudo e na terapêutica da OBSESSÃO, oferecendo-nos vasto material para análise, inclusive o existente na REVISTA ESPÍRITA, que acrescenta mais profundidade ao magnífico trabalho do Codificador.

                                               Todavia, como espíritas, não podemos ficar “fossilizados”, ou parados, contentando-nos apenas com as informações de algum tempo disponíveis, porque o Espiritismo é uma doutrina progressista, segundo orientação clara do seu próprio fundador.

                                               Assim, entendo oportuno fazermos uma rápida imersão nos conceitos sobre OBSESSÃO, trazidos à lume pelo saudoso médico Dr. José Lacerda de Azevedo, fundador da APOMETRIA, que no meu entendimento trouze preciosa colaboração para melhorarmos nossa compreensão sobre os complexos mecanismos da obsessão.

                                               Não comentaremos a Apometria e suas técnicas terapêuticas, mas, abordaremos o conjunto de informações sobre essa verdadeira síndrome, na acepção da palavra, que é a OBSESSÃO, na tentativa de ampliar nossos horizontes, e quem sabe, darmos um passo além.

 

5 MODELO LACERDA DE AÇÃO OBSESSIVA

 

                                               Kardec situou o fenômeno obsessivo levando-se em conta a influência de um DESENCARNADO SOBRE UM ENCARNADO, mas, alargando a informação, e de forma clara, e fundamentada, o Dr. José Lacerda acrescenta ao modelo Kardequiano, os seguintes tipos de AÇÃO OBSESSIVA:

1.    AÇÃO DE DESENCARNADO SOBRE DESENCARNADO – no mundo espiritual principalmente nas regiões do Umbral, proliferam colônias trevosas onde inteligências poderosas escravizam verdadeiras multidões, com finalidades inconfessáveis;

2.    AÇÃO DE ENCARNADO SOBRE DESENCARNADO – principalmente durante o sono, quando se desprende do corpo físico, acontece um intenso intercâmbio entre os encarnados e os desencarnados, com especial foco na sexualidade;

3.    AÇÃO DE ENCARNADO SOBRE ENCARNADO – o domínio que determinadas criaturas, prepotentes, logram obter sobre uma pessoa, ou grupo de pessoas, manipulando-as de forma egoísta;

4.    OBSESSÃO RECÍPROCA – ocorre quando o obsedado reage na mesma faixa vibratória do obsessor, dentro de um clima de agressividade equivalente.

 

 

6 TIPO DE OBSESSÃO – MODELO LACERDA

 

                                               Kardec identificou, à sua época, três possíveis tipos de obsessão, de acordo com o citado anteriormente, ou seja: OBSESSÃO SIMPLES, FASCINAÇÃO E SUBJUGAÇÃO.

                                               Apresentamos a seguir os tipos de processos obsessivos, identificados pelo Dr. José Lacerda de Azevedo em seus estudos, sendo estes:

·       AÇÃO EVENTUAL, TRANSITÓRIA DE DESENCARNADO SOBRE ENCARNADO – equivale à OBSESSÃO SIMPLES citada por Kardec, praticada por espíritos galhofeiros, zombeteiros, que pretendem “sugar” para saciar suas necessidades, as energias vitais dos encarnados. Não possuem, em geral, DESEJO DE VINGANÇA;

·       MAGIA NEGRA – existe desde os tempos pré-históricos, sendo que o MAGO NEGRO (encarnado ou desencarnado) utiliza as forças da natureza (elementais), e o auxílio de espíritos inferiores para atacar suas vítimas. Pode produzir os mais diversos tipos de prejuízos, e danos, tanto na saúde (mental e emocional), como na vida material (profissional, financeira, familiar) das suas vítimas;

·       PRESENÇA DE CAMPOS MAGNÉTICOS NEGATIVOS, SEM A ASSISTÊNCIA DE OBSESSORES DESENCARNADOS – geralmente, este tipo de obsessão ocorre nos casos onde existe magia negra. Pela ação magnética criada em determinados procedimentos, imantam-se objetos pertencentes à vítima, carregando-os de energias negativas, depositando-os em lugares, tais como: cemitérios, encruzilhadas e outros locais da natureza. O objeto serve de endereço vibratório para levar o campo de força trevoso, até o seu proprietário;

·       APARELHOS PARASITAS FIXADOS NO SISTEMA NERVOSO – aparelhos eletrônicos colocados por técnicos das trevas, na contraparte astral do sistema nervoso. Esses aparelhos causam diversas perturbações funcionais, em áreas como a sensibilidade, percepção ou motoras, e outros centros nervosos, redundando em paralisias progressivas, atrofias, perturbações psíquicas, entre outros danos;

·       ARQUEPADIA – é a síndrome psicopatológica que resulta de magia originada no passado remoto, e que ainda tua no presente. Não há obsessores presentes, mas, a vítima traz os resquícios da ação magnética por eles exercidas em vidas passadas, através de procedimentos de magia negra.

                                           

7  AUTO-OBSESSÃO

 

                                               Dentro da questão dos processos obsessivos existe um aspecto, que não pode ser ignorado pelo estudioso do assunto: A AUTO-OBSESSÃO.

                                               Nossa maneira de lidar com a atual existência, no que tange aos hábitos, temperamento, interesses intelectuais, sexualidade, afetividade, e outras áreas da vida humana, podem gerar, se vivermos de forma desarmônica, ressonâncias vibratórias com nossas vidas passadas, nas quais agíamos de forma semelhante, em condutas negativas, destrutivas, imorais, violentas e egoístas

 

8  BREVE ROTEIRO DA DESOBSESSÃO

 

                                               Apresentamos a seguir, algumas indicações que podem nos auxiliar como “vacinas”, na prevenção ou no tratamento das obsessões. Apontamos como de grande utilidade os seguintes procedimentos;

·       ORAÇÃO E VIGILÂNCIA – a recomendação de Jesus de Nazaré é sempre preciosa, porque através da oração nos conectamos com energias superiores (anti-obsessivas), e pela vigilância (de nós mesmos) evitamos a instalação de estados mentais-emocionais-comportamentais negativos, propiciadores dessa verdadeira doença do espírito, a obsessão;

·       PRATIQUE A ASSISTÊNCIA FRATERNA – quem se dedica a auxiliar as pessoas, ou instituições, doando seu tempo e energia na construção do bem comum, cria poderoso campo energético positivo, que lhe serve de defesa natural contra qualquer tipo de assédio negativo. Ainda mais, granjeia a simpatia de bons espíritos por seu trabalho em prol do semelhante;

·       ABANDONE O PAPEL DE VÍTIMA – não somos vítimas de nada, nem de ninguém, mas, algozes de nós mesmos, trazendo do passado recente, ou remoto, condutas que precisamos corrigir para melhorarmos nossas atuais existências. O obsessor aproveita-se da nossa insistência em repetir os padrões decadentes do nosso passado, por isso, MUDE SUA CONDUTA, tome as rédeas de sua vida nas mãos, e cresça, tanto espiritual como materialmente;

·       ESTUDE – o conhecimento sobre o mundo dos fenômenos espirituais é a chave de libertação da criatura encarnada e desencarnada. Aquele que possui conhecimento, pode detectar com mais rapidez os sintomas de qualquer problema espiritual (inclusive a obsessão), e evoluir mais rapidamente, estando mais fortalecido contra assédios espirituais e materiais inferiores.

 

                                              O tema OBSESSÃO é instigante, desafiador, complexo, extenso, por essa razão, esse breve estudo não pretende esgotá-lo, mas, trazer nossa pequena contribuição para que seja lançada mais luz, em nossas incursões em nosso relacionamento com o mundo dos espíritos.

                                                  Por fim, recomendamos a leitura das obras de André Luiz (médium Chico Xavier), Manoel Philomeno de Miranda (médium Divaldo Franco) e Ângelo Inácio (médium Robson Pinheiro), que apresentam um vastíssimo material para nossa análise. Como disse o Mestre Jesus: - CONHECE A VERDADE, E A VERDADE VOS LIB

    

 

 

 

                                          

 

                                              

sábado 17 outubro 2009 13:40


APRENDENDO COM OS EXILADOS DE CAPELA

 

                                      A Terra é um mundo de uma diversidade racial extraordinária, uma verdadeira Babel de tradições, línguas, costumes e religiões, registradas desde os primórdios da história humana, ao menos, aquela que nós conhecemos.

                                      Como explicar o avançado estágio tecnológico de povos desaparecidos na noite dos tempos, cujos vestígios ainda hoje, impressionam ao homem moderno? De onde eles adquiriram tais conhecimentos, tais como na astronomia, arquitetura, engenharia, matemática, medicina, química, navegação, e outros ramos do conhecimento? De onde se originaram a multiplicidade de raças que já habitaram, e habitam nosso mundo?

                                      A beleza monumental das marcas deixadas pelas civilizações do passado, ainda nos extasia, levando-nos à meditação sobre o que levou ao desaparecimento de sociedades altamente sofisticadas, tal como a do antigo Egito.

                                      Hoje, no século XXI, nenhum engenheiro, mesmo que tivesse à sua disposição os recursos técnicos atuais, poderia imitar a construção da Pirâmide de Quéops! Com cerca de 150m de altura e 31.200.000 ton. de peso, 2.600.000 blocos gigantescos foram recortados das pedreiras, lapidados, transportados e, no local da construção, unidos exatamente até à exatidão do milímetro.

                                      Se enfileirássemos os blocos de granito das três pirâmides – Quéops, Kefren e Miquerinos -, elas dariam a volta ao mundo. Perguntamo-nos: De onde vieram os conhecimentos necessários à construção dessas três pirâmides?

                                      Apenas para informar, não nos esqueçamos das civilizações Azteca e Maia, que nos legaram, também, pirâmides monumentais, situadas no México, e igualmente, colossais, com uma série de informações astronômicas envolvendo suas posições geográficas, e respectivas medidas de construção.

                                      Muitas sociedades antigas, que deixaram seus sinais em todo o mundo, em nosso continente americano, na Europa, na Ásia, no Oriente Médio, atingiram níveis civilizatórios invejáveis, e desapareceram, sem que atinemos com as causas das suas extinções.

                                      O espírito Emmanuel, através da psicografia do inesquecível Francisco Cândido Xavier, nos idos de 1938, século XX, escreveu a obra A CAMINHO DA LUZ, subtítulo História da Civilização à Luz do Espiritismo.

                                      Nesse livro, de forma sintética, mas, profunda, Emmanuel propõe a teoria dos Exilados de Capela, que há milhões de anos atrás, teriam sido transmigrados de um planeta, que orbita uma das estrelas da constelação de Capela, ou Cocheiro, para a Terra.

                                      Segundo Emmanuel, os transmigrados seriam milhões de espíritos rebeldes, que dificultavam a evolução daquele mundo, daquela humanidade, e como medida de “saneamento”, as altas comunidades espirituais, decidiram pela mudança daquelas criaturas persistentes no mal, para um mundo adequado ao seu estágio evolutivo.

                                      No capítulo III, item Um mundo em transições, do citado livro, Emmanuel diz: “ ... Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade (grifo nosso) ... As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionado, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores (grifos nosso)”.

                                      Será possível a reencarnação de um espírito, ou milhões deles, de um mundo superior para outro inferior (transmigração interplanetária),como proposto na teoria dos Capelinos apresentada por Emmanuel?

                                      Recorremos ao mestre Allan Kardec, e aos seus Benfeitores Espirituais, que no Livro dos Espíritos, esclarecem: “ Pergunta nº 178-a – Isso não pode também ocorrer por expiação, e Deus não pode enviar espíritos rebeldes para mundos inferiores? – Os espíritos podem permanecer estacionários, mas não retrogradam, sua punição, neste caso, consiste em não avançarem, em recomeçarem, no meio conveniente à sua natureza, as existências mal empregadas (grifos nosso)”.

                                      A resposta dos Espíritos ao codificador Allan Kardec afirma a possibilidade de um espírito, ou milhões de espíritos, reencarnarem num planeta inferior – a título de expiação -, para continuarem sua evolução num mundo adequado ao seus estágios evolutivos.

                                      Na obra “Os Exilados de Capela”,  Edgar Armond trata do mesmo tema, embasado no livro citado de Emmanuel, e na “Gênese”, de Allan Kardec, abordando a realidade da transmigração interplanetária informando-nos no seu Título IX: “ A esse tempo, os Prepostos do Senhor haviam conseguido selecionar, em várias partes do globo, e no seio dos vários povos que o habitavam, núcleos distintos e apurados de homens primitivos em cujos corpos, já biologicamente aperfeiçoados, devia iniciar-se a reencarnação dos capelinos (grifos nosso).

                                      Com o refinamento genético desenvolvido pelos “geneticistas da espiritualidade” junto aos primitivos habitantes da Terra, seria dado início à reencarnação dos capelinos, que haviam chegado daquele paraíso distante, e se encontravam no plano espiritual da Terra, em processo de adaptação energética às condições de nosso planeta.    

                                      Eis como Emmanuel descreve a contribuição da genética dos capelinos na melhoria dos caracteres raciais dos homens primitivos: “ Com o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas. ... Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleceram-se fatores definitivos na história etnológica dos seres. ...Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios (grifo nosso) “.

                                      Pensando na distância, que separa a Terra da constelação de Capela ou Cocheiro, que é de 45 anos-luz, e que 1 ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros, avalio a complexidade da transmigração planetária de milhões de espíritos, sem contar a delicada questão do tempo.

                                      Pergunto: No tempo terrestre, quando terá sido, realmente, a chegada dos capelinos ao plano espiritual da Terra? Feitas as devidas correções relativas ao TEMPO E ESPAÇO , e baseando-nos nas informações de Emmanuel, estimo que os transmigrados devem ter vindo para o nosso planeta há mais de 10 milhões de anos atrás.

                                      O irretocável autor espiritual de A CAMINHO DA LUZ elucida-nos, que desses espíritos exilados, originaram-se quatro grandes povos, informando o seguinte: “Aqueles seres decaídos e degradados, à maneira de sua vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na Constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia (grifos nosso)“.

                                      Possuidores do conhecimento de que civilizações como a egípcia, e a hindu, tem sua origem nas estrelas, podemos compreender a complexidade do seus legados, em muitas áreas do conhecimento, pois, muito embora o esquecimento de sua origem, permaneceu-lhes a inteligência.

                                      Explicamos o citado acima, recorrendo a Allan Kardec, na pergunta nº 180 e resposta, do Livro dos Espíritos, eis que: “Passando deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui? Sem dúvida; a inteligência não se perde, mas pode acontecer que o Espírito não disponha dos mesmos meios para manifestá-la. Isso vai depender da sua superioridade e das condições do corpo que vai tomar (grifo nosso)”.

                                      Reencarnados na Terra, em corpos mais primitivos do que aqueles utilizados no seu mundo, seus conhecimentos estavam obliterados, em grande parte, pelas deficiências do veículo físico mais rudimentar. Aliás, se os capelinos mantivessem perfeita memória da tecnologia disponível no seu planeta de origem, provavelmente, pelo seu atraso moral, incidiriam nos mesmos erros que os levaram ao degredo.

                                      Emmanuel esclarece-nos, ainda mais, que muitos dos espíritos transmigrados de Capela voltaram para a sua pátria natal, porém, uma grande parcela ainda se localiza na Terra, por não terem conseguido compensar os débitos do passado.

                                      A realidade da transmigração planetária é cada vez mais confirmada, não só pela palavra dos Benfeitores Espirituais, mas, pelo depoimento direto dos próprios exilados.

                                      Através da TVP – Terapia de Vida Passada, um paciente da Dra. Maria Teodora Ribeiro Guimarães, psiquiatra e espírita, da cidade Campinas, SP, em regressão de memória, relata no livro OS FILHOS DAS ESTRELAS, compilado pela referida médica, sua vida no mundo iluminado de Capela, sua persistência no mal, seus sofrimentos no astral e posterior exílio na Terra. O relato é comovente, e esclarecedor!

                                      O que podemos aprender com os Exilados de Capela:

·        Que a evolução é feita pelo Universo afora, em incontáveis mundos, desta galáxia, e de todas as outras;

·        Que estudar cuidadosamente o passado, é corrigir os equívocos  do presente, garantindo um futuro melhor;

·        Que nada pode se opor ao progresso de uma humanidade, mesmo que sejam milhões de espíritos rebeldes, tal como em Capela;

·        Que podemos ser, nós mesmos, os remanescentes rebeldes dos exilados de Capela, persistindo em comportamentos equivocados;

·        Que poderemos nos tornar os futuros EXILADOS DA TERRA, caso não aproveitemos a atual encarnação, para alavancarmos nosso progresso e do nosso próximo.

                                      Meditando sobre a questão dos Exilados de Capela pergunto: estamos candidatando-nos  , no futuro, à  permanência na Terra ou ao exílio em algum mundo distante ? Quem puder, responda! 

domingo 12 abril 2009 12:17


BEZERRA DE MENEZES - médico, político e espírita

 

 

 

                                      Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto de 1831, em Riacho de Sangue, no Ceará. Filho de Antonio Bezerra de Menezes e Fabiana de Jesus Maria Bezerra foi criado junto com seus três irmãos, dentro dos preceitos da Igreja Católica.

                                      Desde criança, Bezerra de Menezes demonstrava possuir uma inteligência brilhante, e em virtude dos seus dotes intelectuais, substitui, já aos 11 anos de idade, seu professor de latim na escola onde estudava.

                                      Decidido a dedicar-se à medicina, Bezerra muda-se para o Rio de Janeiro, em 1851, aos 19 anos, em pleno reinado do Imperador D. Pedro II, e custeia seus estudos dando aulas particulares.

                                      No filme Bezerra de Menezes, O diário de um Espírito evidencia=se uma cena na qual Bezerra em seu quarto de pensão, preocupado com os recursos financeiros para pagar o quarto onde estava, e outras despesas, recebe a visita de um “estudante”, que lhe propõe, que ele lhe ministrasse aulas particulares de matemática.

                                      Bezerra de Menezes aceita a tarefa, solicitando ao visitante o tempo de uma semana, pois precisava preparar-se para ensinar-lhe aquela matéria. O “aluno” insiste em pagar adiantado, e vai embora, nunca mais retornando. O acontecimento demonstra o amparo do Plano espiritual ao futuro apóstolo do espiritismo, para que ele prosseguisse sua missão, apesar das dificuldades.

                                      Em 1852, torna-se auxiliar do cirurgião Manoel Pereira de Carvalho, no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, e 4 anos mais tarde, defende sua tese de doutorado na presença do Imperador D. Pedro II, entre outros, com o tema Diagnóstico do Cancro, sendo laureado com a nota máxima.

                                      Casa-se com Maria Cândida de Lacerda, em 1858, com quem teve dois filhos, entrando neste mesmo ano para o Corpo de Saúde do Exército, assumindo o posto de segundo cirurgião-tenente.

                                      Movido pela vocação de servir ao próximo, Bezerra de Menezes candidata-se, no ano de 1860, ao cargo de vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no que é eleito em 1861, pelo Partido Liberal.

                                      Dotado de elevado gabarito ético-moral, Bezerra de Menezes renuncia ao soldo militar(salário), quando eleito para sua legislatura como vereador, demonstrando sua vocação natural para o bem.

                                      A morte da esposa Maria Cândida, no ano de 1863, provoca-lhe imenso abalo emocional, levando-o a um estado de prostração constante, um desânimo que lhe corroia a alma.

                                      Mesmo sob o impacto da morte da mulher, é reeleito vereador, em 1864, sendo nomeado para exercer a presidência interina da Câmara Municipal da Corte. Entretanto, suas angústias interiores,, a busca por respostas aos verdadeiros enigmas da existência, esbatiam seu espírito curioso, perscrutador.

                                      Recebe um exemplar da bíblia de um colega médico, no mesmo ano  da morte da sua companheira, lendo-a continuamente até o fim.A leitura do livro religioso propiciou-lhe consolo, mas, as perguntas sobre os mistérios da vida, persistiam.

                                      Corria o ano de 1875, e pelas mãos de um amigo, Joaquim Carlos Travassos tradutor do Livro dos Espíritos, recebe um exemplar do mesmo, Bezerra declararia mais tarde: “à medida que lia o livro, não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, e, entretanto, tudo aquilo era novo para mim”.

                                      Participando da vida política da Corte de forma intensa, dinâmica, é eleito Deputado geral pelo Rio de Janeiro, no ano de 1867. Ocupa o cargo por dois anos, quando interrompe, temporariamente sua vida política, dedicando-se à medicina.

                                      Abolicionista convicto, ferrenho defensor dos direitos dos negros, publica  no ano de 1869 um estudo intitulado: A Escravidão no Brasil e as Medidas que Convém Tomar para Extingui-la sem Danos para a Nação.  

                                      Retorna à política em 1873, retomando suas funções de vereador, sendo empossado em 1878, Presidente efetivo da Câmara Municipal da Corte. Volta a ocupar o cargo de Deputado geral, exercendo-o até o ano de 1885. Criou nesse período a estrada de ferro Macaé e Campos.

                                      Embora estudasse o Espiritismo, Bezerra de Menezes não possuía qualquer comprovação experimental, quanto à realidade dos fenômenos mediúnicos. Necessitava, sabia ele, de uma prova indiscutível, quanto à sobrevivência do espírito após a morte.

                                      Sofrendo de dispepsia nervosa, resistente aos tratamentos médicos convencionais, curva-se, impotente, à necessidade de utilizar-se da “medicina espiritual”, ou melhor falando do receituário mediúnico, do qual recebera auspiciosas notícias.

                                      Para evitar ser vítima de qualquer fraude na obtenção de um tratamento espiritual, à sua enfermidade, combina com um amigo, também médico, o Dr. Maia de Lacerda, que fizesse no meu lugar, uma consulta ao médium receitista João Gonçalves do Nascimento.

                                      O amigo Lacerda entrega-lhe o resultado da consulta, e quando lê o diagnóstico elaborado de forma tão precisa, em todos os sentidos, fica convencido definitivamente dos postulados espíritas, seguindo à risca o tratamento indicado. Advém a cura daquela doença, pouco tempo após seguir as instruções dos espíritos.

                                      Bezerra de Menezes desliga-se da política no ano de 1885, deixando um longo trabalho em prol dos escravos, da mulher, do meio ambiente, da saúde pública, e do servidor público, entre outros. Assim mostram os seus discursos, constantes em Discursos Parlamentares Bezerra de Menezes, editado pela Câmara dos Deputados.

                                      Colaborou como articulista no Jornal do Brasil e na A Gazeta de Notícias. Escreveu também para o jornal O País, de maior circulação na época, discorrendo sobre os temas mais variados, tais como a existência de Deus, os sonhos, a imortalidade da alma, e muitos outros, para o público em geral. Esses artigos estão reunidos em três volumes com o título Estudos Filosóficos.

                                      Convicto das propostas espíritas, transformado interiormente pela luz do conhecimento superior, declara-se publicamente espírita em 16 de agosto de 1886, num discurso proferido na presença de 1500 pessoas, realizado no Salão da Guarda Velha, no Rio de Janeiro.

                                      Preside a FEB, Federação Espírita Brasileira, por duas vezes, em 1889 e 1895, instituindo no seu primeiro mandato, o estudo sistemático do Livro dos Espíritos, na sede da instituição.

                                      As qualidades morais e a busca pelo bem comum presentes em Bezerra de Menezes possuem raízes espirituais, advindas de suas experiências pretéritas, sem quaisquer dúvidas.               

                                      No romance Ressurreição e Vida, ditado pelo espírito Leon Tolstoi, à inesquecível médium Yvonne do Amaral Pereira, o autor espiritual narra seu encontro com Zaqueu, o publicano da parábola evangélica, no plano espiritual.

                                      Leon Tolstoi confidenciou à médium, que Zaqueu reencarnara com Bezerra de Menezes, sendo tal informação confirmada pela médium, posteriormente. Analisando as vidas de Zaqueu/Bezerra de Menezes encontraremos diversos pontos comuns a ambos, notadamente, coragem para mudar, e desapego aos bens materiais.

                                      No dia 11 de abril de 1900 vitimado por uma congestão cerebral, retorna à pátria espiritual, Bezerra de Menezes, que por sua brilhante inteligência a serviço do bem, e seu generoso coração, recebeu os epítetos de KARDEC BRASILEIRO, e MÉDICO DOS POBRES.

                                      Nossas homenagens e reverências a esse espírito, que continua operoso, ativo e atuante, no mundo espiritual, no trabalho incessante de auxiliar a essa humanidade, da qual fazemos parte, para que um dia possa a Terra se tornar um planeta onde o bem suplante, definitivamente, o mal.

                                     

domingo 08 março 2009 18:45


APRENDENDO COM OS EXTRATERRESTRES

 

 

                                      “ Há muitas moradas na casa de meu Pai “

                                                                                      (Jesus de Nazaré)

 

 

 

                                      A astronomia e a astrofísica tem mapeado o universo procurando descobrir os mistérios da criação, na busca de respostas para a origem do sistema solar, consequentemente do nosso planeta, essa planeta que chamamos de Terra.

                                      Apenas para termos uma idéia do tamanho, aproximado, daquilo a que chamamos Universo, o nosso sol é uma das aproximadamente 1 bilhão de estrelas da Via-Láctea, que é a galáxia na qual está situado nosso sistema solar.

                                      A ciência estima que no “universo visível” existam 10 bilhões de galáxias grandes (semelhantes à Via-Láctea), e que o total, aproximado de estrelas (no universo visível) é um número próximo a 2000 bilhões de bilhões.

                                      Ao pensarmos nessas cifras gigantescas, podemos começar a dimensionar a questão da vida fora da Terra, da existência de outras civilizações inteligentes além do nosso sistema solar, e das implicações que essa convicção traz à nossa evolução.

                                      A noção de que não estamos sozinhos no universo é antiga, e acompanha o homem desde eras remotas, nas civilizações hindu, egípcia, maia, azteca, chinesa, mongol, esquimó e tantas outras ao redor do mundo. Lendas, histórias, mitos sobre os deuses vindos das estrelas, do céu, de outros mundos, em “carruagens aladas” fazem parte do folclore de todos os povos, incluindo os mais contemporâneos.

                                      No Livro dos Espíritos, Allan Kardec preocupado com a questão da existência de vida fora da Terra, na questão de nº 55 pergunta aos Benfeitores espirituais: “ – Todos os globos que circulam nos espaço são habitados ? Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se julgam muito fortes e pretendem que só este pequeno globo tenha o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade. Acreditam que Deus criou o Universo só para eles. “(grifo nosso).

                                      Jesus de Nazaré afirmava há mais de 2000 anos atrás: “ Há muitas moradas na casa de meu Pai “. Alusão simbólica à existência de incontáveis mundos habitados, como afirmado pelos espíritos ao Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec.

                                      Somos visitados, monitorados, contatados, observados, e analisados pelos extraterrenos há muito, muito tempo, e os sinais desses contatos estão registrados em vasto número de casos, pesquisados, inclusive pelos governos de vários países do mundo.

                                      No Brasil, um dos casos mais intrigantes de pesquisa ufológica, aconteceu entre setembro e dezembro de 1977, e foi realizada à época por determinação do comandante do 1º Comando Aéreo Regional (COMAR) de Belém (PA), sob o nome de Operação Prato .

                                      A Operação Prato foi comandada pelo Capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que segundo os que o conheciam (         Hollanda desencarnou em 1997) era um homem objetivo, extremamente culto, e como militar, dono de uma brilhante carreira.                  

                                      A Operação Prato ocorreu em Colares, uma ilha no litoral do Pará, onde a população foi envolvida por ocorrências com OVNI’s, que foram desde o avistamento de luzes coloridas no céu, até ferimentos em pessoas causadas por raios luminosos oriundos das citadas luzes.

                                      Quando chegou a Colares, Hollanda e sua equipe tornaramm-se espectadores das fantásticas ocorrências, onde avistou UFOs de diversos formatos, tais como objetos cilíndricos do tamanho de prédios de 30 andares, que se aproximavam a não mais do que 100 m de distância do seu local de observação, e tantos outros tipos de naves, muitas fotografadas e filmadas por ele e seus oficiais.

                                      A Operação Prato é tida como o Caso Roswell do Brasil, em comparação com as ocorrências acontecidas na cidade americana de Roswell, onde supostamente houve a queda de um OVNI em 1947. Na minha opinião a Operação Prato ultrapassa de longe, em todos as ocorrências, o Caso Roswell.

                                      Notícias de contatos com OVNI’s e seus ocupantes são cada vez mais abundantes na mídia mundial, dividindo opiniões, desde aquelas emitidas pelos céticos materialistas até as sustentadas por visionários fanáticos: ficamos com Kardec e Jesus!

                                      Supor que somos a única civilização nesse Cosmo imensurável é um exercício de miopia intelectual inútil, pois apenas pelas probabilidades matemáticas, tal fato é improvável.  

                                      Muitos não acreditam em ET’s, OVNI’s  e vida em outros planetas, simplesmente “porque nunca viram um alienígena”, por isso, para essas pessoas, não existem. Pergunto: - Alguém já viu Deus? Ou viu o oxigênio presente no ar que respiramos?

                                      No Brasil temos inúmeros casos de contato com as entidades extraterrestres, famosos em todo o mundo, sendo um deles o conhecido caso do ET DE VARGINHA. Pelas informações obtidas pelos pesquisadores até o momento, nessa ocorrência houve o resgate de uma entidade exobiológica (alienígena) pelos militares brasileiros, sobrevivente da queda de um disco-voador naquela cidade de Minas Gerais. Vale a pena conhecer o acontecido!

                                      Como seriam esses ET’s? Seriam humanóides como nós, ou teriam formas diferentes? Na resposta à pergunta nº 57 do Livro dos Espíritos temos: “ Não sendo a mesma para todos a constituição física dos mundos, deve-se concluir que tenham organizações diferentes os seres que os habitam? – Sem dúvida, como entre vós os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.”

                                      A resposta dos Espíritos da Codificação é clara no sentido de afirmarem, que para cada mundo um tipo específico de habitante, não havendo referências a serem eles iguais ou diferentes dos terráqueos.

                                      Por que ainda não fomos contatados por essas civilizações intergalácticas de forma ostensiva? Por que eles se limitam a aparecer em naves velozes, luminosas, mas, longe do nosso alcance? Por que não sabemos como é o seu corpo, sua anatomia, sua fisiologia? Serão eles da nossa galáxia, e da nossa dimensão? Qual o meio de propulsão (combustível) que utilizam?

                                      A existência dos extraterrestres, sua ciência, tecnologia e modus operandi (forma de contatar os humanos) nos levam a uma montanha de perguntas, questionamentos, que colocam em xeque a nossa própria natureza , e o modelo de vida adotado pela atual sociedade humana dominante do planeta Terra.

                                      Quando estudamos os testemunhos – dados por pessoas idôneas -, sobre os seus contatos com seres alienígenas, e suas naves avançadíssimas, e o tratamento dado pelos governos, pela mídia, e pela humanidade em geral, a tais depoimentos, aprendemos que:

1.     A Terra é apenas o terceiro planeta de um sistema solar, com um sol amarelo, às bordas da Via-Láctea, que mede 100.000 anos-luz de diâmetro;

2.     A classificação dos espíritos na obra de Kardec, em particular no Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, itens 13,14 e 15, situa nosso planeta como um mundo ainda inferior. onde vivem espíritos moralmente primitivos;

3.     Que possuímos preconceito e medo com tudo aquilo que é novo, diferente dos nossos parâmetros tidos como “normais” (você gostaria de se avistar com um ET?), por isso eles são cautelosos nos contatos;

4.     Que não podemos contatar uma civilização mais avançada do que a nossa, porque provavelmente faríamos mal uso da tecnologia aprendida dos nossos irmãos galácticos;

5.     Que eles observam a humanidade, respeitando nosso livre-arbítrio – apesar de possuírem uma tecnologia, que provavelmente poderia nos submeter ao seu domínio -, quanto aos rumos que estamos tomando, em termo da sobrevivência da nossa sociedade, por serem mais conscientes das leis cósmicas de ação e reação.

6.     Que existem milhares de mundos habitados, e que pela Lei da Reencarnação poderão ser nossos futuros lares, dependendo da nossa evolução, ou seja, no futuro poderemos ser alienígenas em relação ao nosso lar planetário, atualmente, a Terra..

                                      O assunto é muito instigante, extenso, complexo, por isso mesmo devemos nortear nossos passos, na longa jornada até o encontro com as respostas, pelo uso do bom senso, da lógica e da razão, para podermos responder, cada qual dentro de suas possibilidades: - O que aprendemos com os extraterrestres?

                                     

 

                                     

 

domingo 01 fevereiro 2009 19:39


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